IA e automação

ChatGPT-5: tudo o que você precisa saber sobre a nova versão

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Agata Sousa
Agata Sousa Conteúdo criado sem I.A
Atualizado: 14/05/2026 / 53 / 00 minutos

No dia 7 de agosto de 2025, a OpenAI lançou sua atualização do já famoso ChatGPT, uma das referências em Inteligência Artificial Generativa dos dias de hoje. Com um lançamento cheio de atrasos, críticas e elogios, vamos explicar nesse artigo tudo que você precisa saber sobre a nova versão do ChatGPT e como aproveitá-la  do melhor jeito possível!

Imagem em fundo com cores pastéis e “GPT-5” escrito em branco
O que podemos dizer de um dos lançamentos de tecnologia mais aguardado dos últimos anos?

O ChatGPT-5 chegou com avanços importantes — como o raciocínio mais sofisticado disponível até para usuários gratuitos, novas aplicações que vão além das respostas simples e medidas reforçadas de segurança contra as famosas “alucinações”. Também trouxe ferramentas para desenvolvedores e reabriu a porta do código aberto, estimulando a inovação.

Ainda assim, a recepção inicial veio cercada de críticas: lentidão, mudanças de personalidade e falhas na memória deixaram parte do público frustrada. Como qualquer tecnologia em evolução, o modelo segue em ajustes, e a própria OpenAI já prometeu melhorias para breve.

No fim das contas, o GPT-5 mostra que a IA continua sendo uma ferramenta poderosa — desde que usada com consciência, revisão humana e expectativas realistas. O futuro da tecnologia parece menos sobre saltos gigantes e mais sobre avanços graduais, mas que, somados, podem transformar a forma como trabalhamos, aprendemos e nos comunicamos.

O que há de novo no GPT-5

Para aprofundar o potencial do GPT-5, consideremos que a própria OpenAI declarou que “é como ter uma equipe de especialistas com doutorado” sempre à disposição. Esse potencial se apresenta na nova versão do ChatGPT como funcionalidades que podem ser divididas em quatro pontos principais:

A versão gratuita agora tem raciocínio avançado

A grande novidade é que agora usuários gratuitos podem usar um novo sistema de raciocínios complexos em múltiplas etapas, algo que antes era exclusivo de quem assinava os planos pagos. Apesar da disponibilidade para todos, o uso não é totalmente ilimitado: a OpenAI colocou um limite diário nessas interações. Quando esse teto é alcançado, a conversa continua, só que com o GPT-5 Mini assumindo o volante.

Os limites de acesso variam conforme os planos do ChatGPT, podendo ser divididos da seguinte maneira:

  • Plano Free: acesso apenas ao GPT-5 (Auto), com 10 mensagens a cada 5 horas. Depois dessas 10 mensagens, o usuário passa a usar o GPT-5 Mini.
  • ChatGPT Plus: acesso ao GPT-5 (Auto), GPT-5 Fast (Mini), GPT-5 Thinking e GPT-5 Thinking Mini. No GPT-5 (Auto) e GPT-5 Fast (Mini) o usuário tem acesso virtualmente ilimitado. O GPT-5 Thinking é limitado a 200 mensagens por dia e o GPT-5 Thinking Mini tem o limite de 2.800 mensagens por semana.
  • ChatGPT Pro: acesso à versão mais potente, GPT-5 Pro, com uso praticamente ilimitado nas camadas principais.

Mais utilidades e facilidade na criação de apps

O GPT-5 chegou para ser capaz de lidar com tarefas complexas: ele não só responde perguntas, mas também consegue estruturar textos, gerar códigos, simular investimentos e até revisar documentos. No lançamento, a OpenAI apresentou também o conceito de “vibe coding”, uma ferramenta que cria aplicativos em poucos segundos. Além disso, foram apresentados exemplos de textos personalizados e resumos de artigos científicos, outra habilidade da nova ferramenta.

Mais segurança, menos alucinações

Outro grande destaque no desenvolvimento do GPT-5 foi a segurança. As chamadas “alucinações” são um grande problema nas respostas geradas por ferramentas de inteligência artificial – elas acontecem quando o programa oferece respostas errôneas, dá informações que não condizem com a realidade ou pura e simplesmente inventa uma resposta que ele acha que o usuário gostaria de ter. Isso acontece porque, por mais que tenha “inteligência” no nome, os grandes modelos de linguagem como o ChatGPT funcionam com base em previsões das próximas palavras e são programados para sempre responderem, independentemente de ter ou não uma resposta correta. Para combater isso, o novo modelo da OpenAI passou por mais de 5.000 horas de testes para diminuir falhas e alucinações. Além disso, foi implementada uma ferramenta chamada “safe completions”, criada para garantir que as respostas sejam seguras e confiáveis em assuntos delicados.

Imagem de um homem no aeroporto com feições de decepção, segurando um celular com o ChatGPT aberto e indicando que ele não precisaria de um visto para viajar
“Quando o ChatGPT diz que australianos não precisam de visto para entrar no Chile mas a informação está errada e agora é tarde demais”. Um exemplo de alucinação do ChatGPT com repercussões sérias, quando um viajante confiou que não necessitaria de visto e foi barrado ao viajar

Modelos para desenvolvedores e código aberto

Além da versão para o público geral, a OpenAI também trouxe três modelos pensados para desenvolvedores: o GPT-5, o GPT-5-mini e o GPT-5-nano. Os modelos de código aberto também voltaram, algo que não acontecia desde os tempos do GPT-2. A ideia é simples: dar espaço para que outros criem novas aplicações e acelerem a inovação. 

Comparação: ChatGPT-5 vs ChatGPT-4

No papel, o GPT-5 promete uma melhor capacidade de raciocínio, especialmente em problemas que exigem múltiplos passos. Essa melhora vem pois ele consegue manter o contexto durante interações mais longas e seguir uma sequência lógica com menos erros.

Além disso, como já mencionamos, o treinamento mais refinado do modelo faz com que a quantidade de alucinações diminua do resultado geral, o que ajuda a trazer mais confiança aos usuários. Ele também seria mais capaz de entender nuances de tom, estilo e intenção, com suas melhorias na interpretação do contexto e na personalização das respostas. A maior memória conversacional, junto com a capacidade de raciocínio, seria a chave para fazer conexões mais longas entre mensagens passadas e presentes.

Porém, na prática, as reações sobre o lançamento do GPT-5 acabaram vindo mais na forma de decepção e queixas do que o esperado. Algumas das principais críticas incluíram:

  • Desempenho inferior: segundo relato dos usuários, o modelo estava extremamente lento e parecia “mais burro” que seu antecessor, cometendo erros em tarefas simples.
  • Mudança de personalidade: o GPT-4 era conhecido por ter um tom caloroso e amigável, mas foi substituído por um tom considerado “frio” e “robótico” por usuários assíduos, por ter excessiva formalidade. Isso fgerou frustração, principalmente para quem a usava para brainstorming e escrita criativa, mas pode ter sido uma resposta direta aos riscos atuais da chamada “Psicose de IA“. Muitos usuários reclamaram que “perderam um amigo” do dia pra noite.
  • Falta de memória: apesar da promessa de maior capacidade de contexto, na prática o GPT-5 mostrou ter dificuldade de lembrar informações de prompts anteriores na mesma conversa.

Como usar o ChatGPT-5

Apesar de ser uma ferramenta extremamente popular, que praticamente virou sinônimo de inteligência artificial, o ChatGPT ainda é apenas uma ferramenta. Saber usá-la é uma habilidade que pode ser aprendida e aperfeiçoada. Mesmo sendo útil em várias conversas mais informais e pesquisas básicas, vamos dar algumas dicas de como usar ao máximo todo o potencial da IA.

Fale como se estivesse explicando algo a uma pessoa

A base de uma boa engenharia de prompts – uma área que está se tornando cada vez mais popular – é pensar que é necessário dar um contexto mais amplo para o ChatGPT, assim como você faria para passar instruções detalhadas para um colega de trabalho. Fazendo isso, você dá à IA as informações necessárias para que ele não retorne com respostas genéricas.

Por exemplo, se você quiser ajuda para criar uma campanha de marketing, é útil dizer ao GPT qual o objetivo da mensagem, o público-alvo e o tema principal da campanha. Um briefing bem-feito como o que você mandaria para qualquer outro profissional da área, e do tipo que você adoraria receber.

Peça uma coisa de cada vez

O briefing e o contexto são importantes, com certeza. Mas ainda pensando em como falaríamos com uma pessoa, não adianta pedir que ela faça cinco coisas ao mesmo tempo: é preciso pedir uma coisa de cada vez. Entender isso é também entender como o mecanismo do GPT funciona, pois esses modelos são feitos para “pensarem” passo a passo. Também há um limite para o tamanho das respostas, o que faz a IA tender a resumir tudo. Então, na nossa campanha de marketing, não adianta pedir de uma só vez cinco opções de linhas de assunto e três versões de conteúdo para um e-mail marketing. 

O sambista Martinho da Vila com feições de alegria e segurando um pandeiro
Como diz Martinho da Vila, é devagar, devagar, devagarinho

Ajuste o tom e o formato

Um erro comum de acontecer ao trabalhar com ferramentas de IA é achar que a primeira resposta que o ChatGPT oferece a você é o resultado pronto e finalizado. Em vez disso, pense nessa primeira resposta como um ponto de partida que deve ser avaliado a resposta e, se for o caso – geralmente é – refinado. Por exemplo, a linguagem pode ser simplificada e transformada em um texto com um tom mais divertido. Ou talvez você pense naturalmente de um jeito mais informal que pode ser rebuscado pela ferramenta. No nosso exemplo da campanha de marketing, você pode dar um briefing para a ferramenta e, com base no texto oferecido por ela, criar ramificações com base na sua segmentação de contatos. Um e-mail adaptado para diferentes gerações, por exemplo.

Não tenha medo de testar as possibilidades e nuances oferecidas, até porque, às vezes, esse próprio processo pode ajudar você a chegar na solução que estava buscando. Não podemos esquecer que o ChatGPT também é uma ótima ferramenta para brainstorming.

Envie arquivos

Uma funcionalidade do ChatGPT que não é tão conhecida é a possibilidade de enviar arquivos, como apresentações de slides, arquivos PDF e documentos de texto para servirem de referência ao ChatGPT na geração de textos. Ele consegue ler tudo isso e incorporar todo esse conhecimento na hora de produzir as respostas, gerando uma enorme economia de tempo. Só lembre-se que os dados que são enviados para a plataforma não podem ser confidenciais ou pessoais, muito menos os contatos diretos de seus clientes, sob riscos de vazamentos de dados e quebra dos termos da Lei Geral de Proteção de Dados.

Aplicações práticas no e-mail marketing

Agora que já falamos como melhor usar o ChatGPT de maneira geral, vamos pensar em alguns jeitos práticos de usar o ChatGPT 5 no seu e-mail marketing!

Criação de conteúdo

O terror da tela em branco é o pesadelo de todo criador de conteúdo. Mas não precisa mais ser tão temida: com uma boa ferramenta de IA, conseguimos gerar conteúdos de alto nível quase que instantaneamente. Algumas boas práticas para aproveitar essa possibilidade:

  • Dar comandos claros e objetivos, dizendo exatamente o que você quer e como quer, como: “Crie um e-mail de boas-vindas para novos assinantes da minha newsletter, com um tom leve e informal, sintaxe simples e amigável, e inclua um cupom de 20% de desconto para quem fizer a primeira compra no meu e-commerce”;
  • Especificar o formato e o objetivo que você quer alcançar com o conteúdo, como “Quero um texto de WhatsApp para avisar aos meus clientes que no dia 09/07 não haverá expediente por conta do feriado, com um tom gentil, para que eles programem suas compras com antecedência”;
  • Revisar todo e qualquer texto gerado por IA, entendendo que o toque humano é indispensável para evitar que a comunicação fique superficial e, claro, garantir que ela esteja alinhada com o seu tom de voz e objetivos.
Captura de tela do ChatGPT mostrando o resultado para a pesquisa “Crie um e-mail de boas-vindas para novos assinantes da minha newsletter, com um tom leve e informal, sintaxe simples e amigável, e inclua um cupom de 20% de desconto para quem fizer a primeira compra no meu e-commerce”
Esse é um ótimo ponto de partida para pensarmos em nossa campanha

Sugestões de linhas de assunto

A linha de assunto é um dos componentes mais importantes quando pensamos em e-mail marketing. É ela que faz a pessoa considerar se vale a pena abrir um e-mail ou não – sem uma linha de assunto boa, você pode até ter o melhor conteúdo do mundo, mas ele não será visto. Aqui, o seu desafio é criar um assunto que gere curiosidade na pessoa que está do outro lado da tela, que fará com que o destinatário abra sem pensar duas vezes. E, claro, a IA pode te ajudar nisso!

Com um bom prompt, o ChatGPT pode ajudar muito nessa tarefa. Não se esqueça que quanto mais informações você fornecer a ele, melhor. Por exemplo:

Print do prompt para ChatGPT criar linhas de assunto de e-mail sobre indicadores de R&S
Fazer um pedido detalhado para a IA é essencial para garantir que ela entenda exatamente o que você precisa!

A partir dessas informações, a IA vai analisar todo o contexto, identificar padrões e fazer sugestões de linhas de assunto que façam sentido com o que você quer comunicar. 

Testes A/B

Os testes A/B são praticamente o café do e-mail marketing: nada funciona sem eles. O mundo do marketing tem peculiaridades que nem sempre são fáceis de entender. Num dia, linhas de assunto com emojis fazem as taxas de abertura bombarem… no outro, simplesmente não geram resultado.

É por isso que os testes A/B são tão importantes! Ao invés de ficar tentando adivinhar o que vai ou não dar certo, você testa e descobre, na prática, o que performa melhor com seu público. Ao usar o GPT 5 para fazer isso, você pode ter:

  • A geração de vários formatos de textos usando diferentes gatilhos mentais, como urgência, escassez e curiosidade;
  • A adaptação dos conteúdos para agradar diferentes públicos;
  • A análise de resultados e ideias de testes que vale a pena implementar no futuro para continuar obtendo bons resultados.

Ou seja, você deixa o achismo para trás e toma decisões baseadas em dados concretos. Tudo isso conta (e muito) quando o objetivo é ter campanhas de e-mail marketing bem sucedidas.

Limitações e cuidados

Aqui vale a regra básica para lidar com qualquer ferramenta de inteligência artificial: desconfie sempre. Isso serve tanto para o aspecto factual, com a verificação de dados e informações, quanto no psicológico. O GPT, assim como outros grandes modelos de linguagem (LLMs), que são o que costumamos chamar de inteligência artificial, na verdade operam basicamente prevendo a próxima palavra mais provável, baseando-se em dados de treinamento, aprendizado por reforço e feedback dos usuários. Ou seja, o sistema não é realmente inteligente, ele apenas reflete de volta aquilo que detecta como mais desejado pelo interlocutor. Isso acaba gerando um viés de validação, em que o modelo tende a reforçar o que o usuário diz.

Como já mencionamos no artigo, casos de surtos psicóticos e pessoas achando que formaram relacionamentos afetivos com as ferramentas de IA estão cada dia mais comuns. É preciso prestar atenção nessa tendência, sem se esquecer que por mais simpático que ele seja, o ChatGPT é apenas uma ferramenta. 

Além disso, o uso do ChatGPT no processo de escrita costuma ser proibido em ambientes como escolas e universidades. Existem inclusive detectores de IA no mercado feitos para descobrir se um texto foi escrito usando inteligência artificial ou não. Então é bom lembrar que, mesmo sendo útil para muitas coisas, o GPT não deve ser usado em todas as áreas da vida.

Futuro e expectativas

Apesar das muitas promessas de melhorias feitas pela OpenAI, o lançamento do GPT 5 está enfrentando muitos desafios na prática, sendo inclusive chamado de um “fracasso” por alguns canais de tecnologia. Porém, é preciso considerar que parte disso acontece por falhas técnicas no lançamento que devem ser corrigidas em breve, e parte acontece por conta da quebra de expectativas e costume dos usuários. Sam Altman, CEO da OpenIA, declarou que a empresa está trabalhando para corrigir falhas no roteamento da ferramenta e que ela voltará a ter um tom mais amigável. Vale a pena continuar acompanhando os ajustes do setor, enquanto lembramos que a própria tecnologia chegou a um ponto em que as inovações agora serão passos menores do que os grandes saltos de antes.

Sam Altman, CEO da OpenAI, na frente de um fundo preto onde está escrito, em branco, “OpenAI”
Lançamentos da área de tecnologia costumam precisar de ajustes, e esse não foi diferente

Atualizado: 14/05/2026

Neste artigo
O que há de novo no GPT-5 Comparação: ChatGPT-5 vs ChatGPT-4 Como usar o ChatGPT-5 Aplicações práticas no e-mail marketing Limitações e cuidados Futuro e expectativas
Agata Sousa

Escrito por Agata Sousa

Sou tradutora e escritora, o que quer dizer que passo meus dias buscando as palavras certas para melhorar ao máximo a comunicação entre pessoas. Acho esse um ótimo jeito de passar o tempo, mas se comunicar sem palavras na dança é minha segunda coisa preferida no mundo.

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