Olhando para trás, é óbvio que o Horizon Worlds não estava pronto para lançamento. Os avatares ganharam pernas ao invés de um corpo flutuante apenas em 2023. No ano passado, a empresa implementou novas políticas para controle parental e abriu (oficialmente) a plataforma para acesso de menores de idade, mas isso já acontecia de forma desregulada em 2022.
O software passou por melhorias gráficas e é, sem dúvida, mais bonito do que quando foi lançado. O Horizon Worlds de tempos atuais mais se parece com uma versão 1.0, ou em outras palavras, o que ele deveria ser quando foi lançado. Lançamentos desastrosos, com bugs, falta de funcionalidades e conteúdo, além de gráficos ruins, são historicamente a sentença de morte para qualquer jogo. Foi o que aconteceu com o metaverso da Meta, que não conseguiu se recuperar do seu lançamento pífio e foi perdendo usuários em ritmo mais rápido do que conseguia atraí-los, mesmo após as melhorias.
Em alguns casos, a primeira impressão é a que fica.
Crie um produto que tenha propósito relevante
Em 2021, Zuckerberg tinha a visão de que o futuro da Internet seria o Metaverso. Ele mudaria efetivamente a nossa maneira de utilizar a grande rede, nossa forma de interação, nossa forma de comprar, socializar e trabalhar. Porém, a plataforma da Meta oferecia apenas mais do mesmo, e ainda por cima, exigia um kit de óculos de realidade virtual vendido apenas por eles mesmos, o Oculus, hoje chamado de Meta Quest.
Socializar online através de avatares já é um conceito que existe desde os primórdios dos jogos online. Organizar eventos? O próprio Facebook ou Google fazem isso, e você pode ver pessoas reais. Ah, mas a pandemia não permitiria o contato real, ou as pessoas se acostumariam e até prefeririam não ter mais esse contato…é, não. Na realidade, com as vacinas em 2021/2022, o lockdown efetivamente acabou e o que se viu foi uma vontade muito maior de voltar a socializar no mundo real. Quem ficou trancado em casa por quase um ano definitivamente não quer fazer uma festa online com óculos de realidade virtual se há a chance de fazer o mesmo em carne e osso.
O que Zuckerberg e a Meta demonstraram foi um total desconhecimento dos anseios do público naquele momento, e ao tentar reinventar a roda, só apresentaram algo que não mudaria nosso jeito de fazer as coisas, apenas complicaria. A lição é simples: saiba o diferencial do seu produto, conheça qual público vai gostar disso e aí sim, faça o negócio acontecer. E, embora pareça óbvio, crie um produto que, no mínimo, irá facilitar ou melhorar de alguma forma a vida do seu consumidor. Crie um produto que tenha propósito real.
Foco em uso integrado no Metaverso
Quando se trata de Metaverso, seja o software da Meta ou de qualquer outra empresa, é necessário trabalhar de maneira que os custos sejam viáveis, as funcionalidades tenham propósito e tudo tenha acesso fácil, idealmente, através de uma interface limpa e intuitiva. Em outras palavras, companhias envolvidas com projetos de metaverso podem focar na integração dessas características com outros softwares antes de lançar um produto que promete reinventar a roda e mudar por completo nossa forma de utilizar a internet.
Quais tecnologias, aplicadas individualmente, podem ser de benefício para o Metaverso? A própria tecnologia de realidade virtual, se encontra em um estágio que proporciona seu uso para acessar um metaverso sem que o custo de tal metaverso se torne exorbitante por causa das limitações ou exigências de hardware?
Além disso, o que o usuário pode fazer dentro da sua plataforma de metaverso sem que precise sair dela? E essas funcionalidades se encontram em um estágio onde isso é possível? Aos poucos e com o desenvolvimento tecnológico, a previsão é de que isso seja possível, e o desafio está em integrar cada vez mais, ao mesmo tempo mantendo a segurança dos dados dos usuários, conteúdo abrangente; características que tenham influência positiva na vida do consumidor, acessibilidade, rapidez na troca de informações e muitas outras coisas que dependem de várias tecnologias avançadas funcionando ao mesmo tempo e em conjunto.