Sua campanha de marketing tem conteúdo em vídeo? Sim? Ótimo. Trazê-lo para sua newsletter pode ser uma boa ideia. No ano passado, em uma pesquisa conduzida nos Estados Unidos, 91% das pessoas confessou ter assistido vídeos para aprender sobre produtos e serviços oferecidos por empresas. Ainda na mesma pesquisa, 86% dos profissionais de marketing entrevistados afirmaram que o uso de vídeos aumentou significativamente o tráfego das campanhas.
Incorporar vídeos nos e-mails é uma ótima técnica para engajar a audiência da sua lista de e-mails e mais: é uma boa chance de fazer os clientes conhecerem mais sobre o que você tem a oferecer.
Vantagens de vídeos em e-mail
Uma grande vantagem do vídeo é a capacidade de viralização, algo muito único do formato na internet. As próprias plataformas usadas para hospedar os vídeos geralmente têm um caráter de distribuição incorporado ao sistema — é o caso do Youtube, por exemplo, uma ferramenta que além de operar como servidor de arquivos de vídeo gratuito, também faz a distribuição do vídeo entre seus usuários, como uma boa rede social. Essa vantagem pode ser explorada na hora de pensar soluções para incorporar os vídeos da sua campanha nas newsletters.
Neste artigo, você vai descobrir as melhores e mais eficientes maneiras de fazer isso.
Como incorporar vídeos em e-mails
Embora muitos de nós abram a caixa de entrada em um site no navegador de internet, e-mails não funcionam como páginas web. Mesmo que algumas plataformas ESP (do inglês, “e-mail service provider”, serviço provedor de e-mails, as plataformas de e-mail marketing) permitam a incorporação direta de vídeos nas mensagens, nem todos os clientes de e-mail (Gmail, Outlook, Yahoo, iCloud etc) deixam que os usuários assistam vídeos diretamente no corpo da mensagem. Isso significa que mesmo quando a plataforma de disparo de e-mails tem o recurso de carregar vídeos nos e-mails, nem sempre o usuário conseguirár dar play neles. Mas calma que nem tudo está perdido. Para contornar essa situação, existem algumas saídas.
Nesta seção, vamos explorar 4 jeitos diferentes de incorporar vídeos em e-mails.
1. Escolha uma plataforma de e-mail compatível com vídeos
Existem centenas de plataformas para envio de newsletter, mas poucas permitem que se faça upload de vídeos. Quando a funcionalidade está disponível, você pode descarregar o arquivo do seu vídeo diretamente na plataforma, que vai hospedar o arquivo em seus próprios servidores. Geralmente essa função envolve um player próprio (interface para controle do vídeo, como botões de avançar e voltar, pause e play). Então, caso o cliente de e-mail da pessoa não permita que o player funcione diretamente no corpo do e-mail, ao clicar no vídeo o usuário é levado para uma outra janela, onde o player funciona normalmente.
Nessa modalidade, é importante pensar na jornada do usuário e acompanhar a performance dos e-mails com vídeo. Então a plataforma deve entregar números e estatísticas de acesso geral, assim como o número de vezes que o vídeo foi assistido.
2. Carregue o vídeo em uma plataforma de hospedagem
O caminho mais usado pelos profissionais do e-mail marketing é hospedar o vídeo em um site como Youtube ou Vimeo. Algumas plataformas de e-mail, como a Selzy, permitem que você incorpore o link do vídeo na newsletter e criam, automaticamente, uma imagem clicável que abre o vídeo em uma página externa.
Essa parece ser a melhor solução para as necessidades mais básicas de quem usa vídeo na campanha de e-mail.
3. Insira o link no corpo do e-mail
Outra maneira de trazer o vídeo é usando links direto no texto do e-mail. Não tem mistério na hora de fazer isso. Você pode:
- Inserir um link para acesso do vídeo no texto;
- Usar uma imagem de destaque com link para o vídeo;
- Usar imagem de destaque com um botão de play, simulando um thumbnail de vídeo;
- Criar um gif, uma imagem animada com cenas do vídeo, que quando clicado abre o vídeo real em outra página.
A opção adotada aqui depende muito da estratégia de conteúdo. Há casos em que a audiência responde melhor com imagens mais impactantes e destacadas, então um gif pode funcionar melhor. Outros casos podem se beneficiar de um botão colorido ou da formatação do texto. Tudo depende do público, da estratégia de conteúdo e de como você quer direcionar a interação dos assinantes com o vídeo.
4. Adapte o design do e-mail
Para garantir uma experiência positiva e maximizar o impacto do vídeo, é necessário pensar no design do e-mail. Não basta apenas “jogar” o elemento visual em qualquer parte da mensagem, existem práticas de design que ajudam na hora de posicionar o vídeo da melhor maneira possível no conteúdo. Para isso, você pode considerar:
Usar um texto de suporte, explicando brevemente o conteúdo do vídeo;
- Se optar por usar uma imagem de destaque, como um gif, preste atenção no tamanho. Gifs podem ser muito pesados e impactar na entrega e abertura dos e-mails, muitas vezes comprometendo o tempo de carregamento na tela;
- E por falar em telas, é preciso pensar na sua compatibilidade, pois diversos usuários abrem os e-mails em dispositivos diferentes. Alguns vão abrir no computador e outros vão abrir no tablet ou celular. É importante pensar em elementos de design que se adaptam bem ao maior número de telas possível. Por isso vale a pena testar a formatação do e-mail antes de enviá-lo para a lista;
- A posição do vídeo no e-mail conta. Dar um lugar de destaque para ele no corpo do e-mail vai garantir o clique dos destinatários.
Pensar nessas boas práticas garante uma boa performance e colabora no sucesso de qualquer campanha de marketing.
Como criar e-mails com vídeo impactantes
Partindo da ideia de que usar vídeos é uma ótima maneira de potencializar o nível de interação entre audiência e conteúdo, é preciso pensar bem em como apresentar seu vídeo para os usuários. Isso vai desde a forma como coloca-se o vídeo na mensagem de e-mail até o próprio conteúdo.
Vamos ver as melhores maneiras para causar um grande impacto com os vídeos em e-mail.
Conteúdo relevante e convincente
Não adianta só criar um vídeo para a campanha. Tem que pensar no conteúdo e em como usar o formato de vídeo a favor da sua marca, como um dos pontos estratégicos para o seu storytelling. Para isso, algumas perguntas podem ajudar você a pensar nisso:
- Qual história você está contando?
- O que você quer que seu cliente lembre depois de ver o vídeo?
- Qual conteúdo apenas o vídeo pode entregar?
Ser capaz de responder a essas perguntas é parte do processo de definição dos seus objetivos com o vídeo. Qualquer conteúdo sem objetivo claro raramente vai gerar engajamento.
Personalização
Personalizar os vídeos pode ajudar a reforçar a identificação do público com o produto e reforçar a relação entre audiência e campanha. Para isso, utilize elementos da sua marca na composição do vídeo. Você pode usar sua paleta de cores e fontes em elementos como: letreiros, legenda, marca d’água etc. Essa personalização gera uma conexão forte entre conteúdo e marca e facilita a identificação da sua campanha.
Além disso, o apelo visual é tudo no vídeo.
Atente-se ao uso de luzes e cores, posicionamento de legenda, uso de gráficos ou animações, estilização dos filtros, captação de imagens de produtos e serviços etc. Cada um desses elementos deve ser funcional, atrativo e ter uma função clara.
Chamada à ação (CTA)
Na área de comunicação, o famoso CTA é um elemento usado para chamar atenção do usuário e fazer com que ele aja. Funciona como um convite ou orientação para seguir um próximo passo.
Usar algum CTA ao final do vídeo é uma ótima saída para envolver o usuário e fazê-lo tomar parte ativa na interação com o conteúdo. Alguns exemplos de CTA para vídeo:
- Conhecer a página do produto ou campanha;
- Compartilhar o vídeo;
- Seguir a marca nas redes sociais;
- Comentar sobre o conteúdo (fazer uma pergunta no final do vídeo funciona muito bem).
Qualidade do conteúdo
A qualidade do conteúdo do vídeo depende de: estratégia de comunicação, roteiro e um bom apelo visual e sonoro. Os dois primeiros envolvem pĺanejamento e criatividade, o último precisa de técnica e edição.
Se você não tem uma equipe de vídeo que cuide da produção, você pode usar sites e aplicativos com ferramentas fáceis para editar, legendar e otimizar o vídeo. Algumas das ferramentas disponíveis: Canva, Capcut, Adobe Premiere Rush e Filmora.
Acessibilidade
Vídeos precisam ser tão acessíveis quanto qualquer outro componente de mídia digital. Um vídeo acessível tem:
- Áudio: tanto faz se há voiceover, música ou pessoas falando (ou todos esses juntos), o áudio do vídeo precisa ser claro e de fácil compreensão.
- Legenda: Na internet, é indispensável o uso de legendas para vídeos, mesmo se forem na mesma língua do áudio. A legenda pode ser uma transcrição direta do que é falado e pode ser gerada automaticamente pelos editores de vídeo.
- Contexto: o vídeo precisa estar bem contextualizado com a linguagem da marca e da campanha. Quando o usuário for lançado para fora do e-mail, assistindo o vídeo em outra página, é necessário que o vídeo consiga, sozinho, passar a mensagem desejada.
- Legibilidade: além da legenda, muitos vídeos usam gráficos, números e textos como recursos visuais de storytelling. Esses elementos devem estar claros e em destaque.
- Tecnologias assistivas: pessoas PCD costumam usar tecnologias de apoio para navegar na internet. Garanta que o seu vídeo esteja hospedado em uma plataforma que dê suporte às tecnologias assistivas padrão.
Conclusão
Existem muitos recursos e estratégias no mundo do e-mail marketing, o uso do vídeo é só mais um deles. Mas é um recurso poderoso, então use-o como parte da sua estratégia e não apenas porque é algo que “todo mundo está fazendo”.
Esse artigo pode ser uma boa porta de entrada para entender como incorporar vídeos no e-mail marketing, mas apenas fazendo e testando você vai descobrir o que melhor funciona para o seu público.
Siga sempre experimentando!





